Técnicos da Adema participam de capacitação para monitorar empreendimentos com fauna silvestre

José Lucas Campos Santosjoselucas1.santosEditar perfil

Treinamento abordou o Sisfauna, plataforma gerida pelo Ibama, que aprimora os procedimentos de licenciamento e fiscalização ambiental em Sergipe

Técnicos das equipes de fiscalização e licenciamento da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) participaram de capacitação sobre o Sistema Nacional de Gestão de Fauna Silvestre (Sisfauna), promovido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no Instituto Federal de Sergipe (IFS), em Aracaju. O encontro reuniu representantes de órgãos ambientais para atualizar conhecimentos sobre o uso da ferramenta.

O Sisfauna dá apoio ao trabalho da Adema, pois permite acompanhar e monitorar empreendimentos que realizam o uso e o manejo de animais silvestres em cativeiro. Por meio da plataforma, os técnicos podem consultar informações e verificar a regularidade desses estabelecimentos, contribuindo para as atividades de fiscalização e licenciamento ambiental.

Para o presidente da Adema, Carlos Anderson Pedreira, promover a capacitação dos técnicos é fundamental para fortalecer a atuação da Adema e garantir cada vez mais eficiência nos processos de licenciamento e fiscalização ambiental. “O uso de ferramentas como o Sisfauna amplia nossa capacidade de monitoramento, permite uma gestão mais integrada das informações e contribui para assegurar que os empreendimentos que trabalham com fauna silvestre estejam em conformidade com a legislação ambiental. É um avanço importante para a proteção da nossa biodiversidade e para o aprimoramento dos serviços prestados”, disse.

O analista ambiental do Ibama e responsável pela gestão do Sisfauna, Carlos Eduardo Ferrer Luzado, explica que o objetivo do treinamento é dar suporte a quem utiliza a ferramenta no dia a dia. “A capacitação é para um melhor conhecimento do sistema, uso de funções básicas, saber como funciona o processo de autorização e a geração de relatórios para auxiliar na gestão de empreendimentos de fauna silvestres em cativeiro”, afirmou.

De acordo com o veterinário da Adema, Daniel Allievi, o treinamento é essencial para garantir a continuidade e a eficiência das operações na plataforma. “Esse aperfeiçoamento do sistema de gestão é fundamental para que a Adema possa trabalhar de maneira integrada, atualizando as informações e desenvolvendo as melhores ações para o licenciamento ambiental e fiscalização destinados à fauna silvestre”, concluiu.

Licença Ambiental

Estabelecimentos que desenvolvem atividades envolvendo o uso e o manejo de animais silvestres em cativeiro estão sujeitos aos procedimentos de controle e fiscalização ambiental e devem obter as autorizações e licenças exigidas para exercer suas atividades, conforme as normas aplicáveis. Nesse contexto, o Sisfauna auxilia no acompanhamento da regularidade desses empreendimentos e oferece suporte ao trabalho dos órgãos ambientais.

|Fotos: Mariana Carvalho

Órgãos do Estado e Incra identificam supressão irregular de vegetação no Monumento Natural Grota do Angico em Poço Redondo

Após denúncia, equipes realizaram levantamentos para delimitar a área afetada e localizar os responsáveis pela infração

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) realizou, na última terça-feira, 16, ação fiscalizatória conjunta com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Secretária de Meio Ambiente e Ações Climáticas (Semac), no Monumento Natural Grota do Angico (Mona), localizado no município de Poço Redondo e gerido pela Semac. A ação teve como objetivo apurar denúncia de supressão irregular de vegetação nativa do bioma caatinga, no interior da Unidade de Conservação Estadual de Proteção Integral.

Durante a fiscalização, foi verificada a ocorrência da supressão irregular de vegetação, sendo a área afetada identificada e georreferenciada por meio da coleta de pontos de coordenadas. 

O analista ambiental da Adema, Mikael Prata, esclareceu os próximos passos após a fiscalização. “Realizamos os levantamentos necessários para a correta delimitação das áreas envolvidas e a identificação dos respectivos responsáveis, a fim de que sejam adotadas as medidas administrativas cabíveis em relação ao ilícito ambiental constatado”, afirmou.

Para a gestora do Mona e bióloga da Semac, Valdelice Barreto, a parceria na fiscalização com a Adema gera bons frutos para a Unidade de Conservação.” A expertise e competência do órgão ambiental para tipificar possíveis crimes ambientais, além do atendimento à denúncia da população local, de registro de dano a vegetação nativa, foi essencial nessa ação”, pontuou.

O Mona Grota do Angico

As unidades de conservação de proteção integral têm como objetivo principal a preservação dos ecossistemas naturais. Nelas, não é permitida a exploração direta dos recursos naturais, sendo autorizadas apenas atividades compatíveis com a conservação ambiental, como pesquisa científica, educação ambiental, turismo ecológico e visitação controlada.

Criado em 2007, o Monumento Natural (Mona) Grota do Angico possui, aproximadamente, 2.448 hectares e abriga uma das áreas mais preservadas de Caatinga em Sergipe. Além da relevância ambiental, a unidade também possui importância histórica e cultural por abrigar o local onde, em 1938, morreram Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, Maria Bonita e outros integrantes do cangaço. 

A unidade de conservação protege espécies da fauna e da flora típicas da caatinga, bioma exclusivamente brasileiro e marcado pela presença de espécies endêmicas e ameaçadas de extinção. Entre os animais registrados na área estão mamíferos como a jaguatirica e o gato-do-mato-pequeno, além de aves como o jaó-do-sul e o chorozinho-de-papo-preto.

Adema reforça monitoramento preventivo de aves silvestres em Sergipe

Ação orientou criadores sobre identificação de sintomas de doenças e medidas de prevenção

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) realizou na última semana mais uma ação de monitoramento preventivo de aves silvestres em um empreendimento particular localizado no município de Laranjeiras. A vistoria buscou orientar os responsáveis, destacando a importância da vigilância contínua de aves silvestres com sintomas relacionados à influenza aviária em Sergipe.

Mesmo sem registros da doença no estado, o monitoramento permanece como uma atividade estratégica para a manutenção da sanidade animal. A atenção é intensificada especialmente entre os meses de abril e junho, período em que há maior presença de aves migratórias no território sergipano, aumentando a necessidade de vigilância preventiva.

A ação integra as atividades do grupo de trabalho responsável pela avaliação de possíveis ocorrências e pela construção de uma rede de monitoramento em empreendimentos que mantêm aves silvestres, permitindo uma resposta mais rápida em caso de eventual detecção de sintomas compatíveis com enfermidades.

A engenheira ambiental da Adema, Nathália Mendonça, informou a importância desta atuação integrada. “Esta relação entre os órgãos e os empreendimentos tem o objetivo de alertar caso haja a presença de algum sintoma nessas aves. Viemos conhecer as aves que estão no local, passar informações a respeito da gripe aviária e falar sobre o monitoramento”, afirma.

O presidente da Adema, Carlos Anderson Pedreira, reforçou a importância das ações preventivas realizadas pelo órgão. “Nosso trabalho é pautado na prevenção e na atuação integrada com os empreendimentos que mantêm aves silvestres sob cuidados humanos. Seguimos fortalecendo as ações de monitoramento e orientação, pois a vigilância permanente é fundamental para garantir a proteção da fauna”, disse.

|Fotos: Mariana Carvalho

Adema recebe primeiro dia de oficinas para construção do Programa de Regularização Ambiental de Sergipe

Encontro reúne, em dois dias, especialistas, produtores e instituições para elaboração da normativa do PRA no estado

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) recebeu, nesta terça-feira, 9, o primeiro dia das Oficinas Participativas do Programa de Regularização Ambiental (PRA) de Sergipe. Realizado em parceria com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e com a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), o evento tem como objetivo construir, de forma participativa, a normativa que irá orientar a regularização ambiental dos imóveis rurais inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) no estado e segue até esta quarta-feira, 10, no Hotel Real Classic, na Coroa do Meio, em Aracaju.

O Programa de Regularização Ambiental é um dos instrumentos previstos no Código Florestal para adequação de propriedades rurais que possuam passivos ambientais, especialmente em Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reservas Legais e áreas de uso restrito. A regulamentação do programa em Sergipe permitirá definir procedimentos, prazos e critérios para que proprietários rurais possam regularizar suas áreas de acordo com a legislação ambiental vigente.

Durante o primeiro dia das oficinas, foram apresentados os objetivos e a estrutura do PRA, além de debates sobre o cenário ambiental sergipano. Os participantes compartilharam experiências e contribuíram com propostas para a construção da futura normativa. A Adema também apresentou o funcionamento do Cadastro Ambiental Rural e o trabalho realizado pelo órgão na análise e regularização dos cadastros. Em Sergipe, há 121 mil imóveis rurais no CAR, destes, 77 mil já demonstraram interesse em aderir ao PRA.

O presidente da Adema, Carlos Anderson Pedreira, destacou a importância da regulamentação para os produtores rurais e para a efetivação das políticas ambientais no estado. “Esse evento chega em um momento importante para que as propriedades rurais possam se regularizar e não percam as suas vantagens, como o crédito rural. Além de produzir essa normatização, o próximo passo será a efetivação dessa normativa”, enfatiza.

De acordo com o professor da Univasf e coordenador do Projeto PRA Nordeste, Renato Garcia, a regularização ambiental está diretamente relacionada à conservação dos recursos naturais e ao fortalecimento da produção agrícola. “Pensar a regularização ambiental é pensar a restauração de processos ecossistêmicos dentro das propriedades rurais. Além da preservação da biodiversidade, fator importante para a manutenção da produtividade da nossa agricultura. Então, ter um treinamento, um avanço na técnica de monitoramento e avaliação dessas áreas é fundamental para a política pública dar certo”, afirma.

Segundo a coordenadora-geral de Apoio à Regularização Ambiental Rural do Serviço Florestal Brasileiro, Marcela Eberius, a regularização também amplia oportunidades para os proprietários rurais. “A regularização traz vários benefícios, como taxas de juros menores para crédito, segurança jurídica, abertura de novos mercados, inclusive o internacional, que tem regras [de produtos] vindos de propriedades sem desmatamento”, explica.

|Fotos: Mariana Carvalho

Adema participa da criação de comitê para combate à raiva em Sergipe

Comitê reunirá órgãos públicos e instituições de pesquisa em ações integradas de monitoramento e educação sanitária

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) participou, nesta quarta-feira, 13, de uma reunião técnica para apresentação das ações do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros em Sergipe. O encontro teve como objetivo discutir estratégias de combate à doença no estado e resultou na criação de um comitê interinstitucional voltado ao monitoramento, prevenção e controle da raiva.

Inicialmente, o grupo será composto por representantes da Adema, da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), da Secretaria de Estado da Saúde (SES), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Na reunião, a Adema foi representada pela equipe do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), cuja sede fica localizada no Parque da Cidade e atua diretamente no manejo e resgate de fauna silvestre em Sergipe.

O veterinário da Adema, Hildebrando Vieira Filho, gestor do Parque da Cidade, ressaltou a importância da participação do órgão ambiental nas discussões relacionadas à saúde animal. “Ter a Adema nessa reunião foi de suma importância, tendo em vista que a raiva é uma zoonose que ataca todos os mamíferos, incluindo o homem, e não tem cura. A contribuição que a Adema faz juntamente com os outros órgãos, sem dúvidas, só irá gerar bem-estar populacional, bem-estar animal e segurança para as comunidades”, afirmou.

A coordenadora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Lucyla Flor, comentou os encaminhamentos definidos durante o encontro. “No momento, ficou determinado que vamos criar um comitê estadual com a participação de todos os membros da reunião. Outros membros também poderão participar e, a partir daí, a gente irá trabalhar com frentes de educação sanitária, orientação a produtores e controle e monitoramento de morcegos hematófagos, transmissores da raiva para animais de produção”, concluiu.

Adema esclarece presença de resíduos naturais em praias durante período de chuvas

Material é carreado devido ao aumento de vazão dos rios e não oferece riscos à saúde

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) alerta a população sobre o aparecimento de resíduos escuros na faixa de areia das praias durante o período de chuvas intensas. O material, formado por sedimentos e restos de algas transportados pelos rios até o mar, pode ser confundido com óleo, mas não apresenta riscos à saúde nem ao bem-estar da população.

Esse fenômeno ocorre devido ao aumento do volume dos rios, que carregam matéria orgânica e sedimentos até a costa, especialmente em períodos chuvosos. Apesar da aparência, esses resíduos são naturais e fazem parte da dinâmica ambiental entre os rios e o oceano.

Segundo o presidente da Adema, Carlos Anderson Pedreira, logo que foi identificada a ocorrência, uma equipe foi mobilizada para ir até o local fazer a verificação. “Inicialmente, a informação chegou como suspeita de aparecimento de óleo na faixa de areia, mas nossos técnicos descartaram a possibilidade ao analisar in loco a situação. E é importante a população ter conhecimento disso porque, a partir de agora, a presença de resíduos orgânicos poderá ser percebida com alguma frequência, a depender do aumento das chuvas, sobretudo nas proximidades dos estuários dos rios, onde existirem manguezais”, destaca.

O engenheiro de petróleo e gás da Adema, Kevin Cruz, explica como diferenciar os sedimentos de possíveis resíduos oleosos. “Essas partes pretas na areia são sedimentos carregados pelos rios até a praia. Eles se assemelham ao óleo, mas podemos ver que eles não impregnam na mão e saem facilmente, uma característica que o óleo não tem”, afirma.

A Adema realiza o monitoramento constante das praias, acompanhando tanto a qualidade da água quanto às condições da faixa de areia. Semanalmente, o órgão divulga o relatório de balneabilidade, que analisa a qualidade da água em 20 pontos do litoral norte, sul e grande Aracaju. Paralelamente, também é feito o monitoramento de possíveis ocorrências de óleo, garantindo resposta rápida em caso de incidentes.

Em casos de suspeita de vazamento de óleo, caracterizado por manchas persistentes na areia ou na água, a população deve acionar a Adema por meio do e-mail denuncia@adema.se.gov.br, pelo telefone (79) 3198-7152, de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h, ou presencialmente na sede do órgão. Um novo canal de atendimento via WhatsApp será disponibilizado em breve.

|Fotos: Mariana Carvalho

Adema flagra desmatamento irregular e interrompe atividade ilegal em Gararu

Ação foi realizada após denúncia e resultou na paralisação imediata do desmate; responsável será autuado e deverá apresentar plano de recuperação da área

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) flagrou, após o recebimento de denúncia, a atividade ilegal de desmatamento no município de Gararu. No local, os agentes ambientais constataram a supressão de vegetação nativa de caatinga sem autorização ambiental, com uma máquina retroescavadeira em operação.

Durante a abordagem, os fiscais determinaram a paralisação imediata da atividade e solicitaram a presença do responsável pela área, e foi verificada a ausência de Autorização de Supressão Vegetal (ASV), motivo pelo qual o responsável será autuado e notificado pela infração ambiental, em conformidade com a legislação vigente.

O responsável também terá prazo para apresentar um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), com medidas mitigatórias para recomposição da vegetação, além de responder administrativamente pela infração. O valor da multa será definido com base na extensão da área degradada.

Segundo o analista ambiental Hélio Sato, o desmatamento estava em curso e a equipe agiu com celeridade para cessar o dano. “Encontramos uma máquina em funcionamento, raspando o solo com a vegetação de caatinga em uma grande área. Informamos ao condutor que se tratava de desmatamento ilegal e solicitamos sua paralisação imediata, além de acionar o proprietário para responder pelo ilícito ambiental”, ressaltou. 

O técnico ambiental Natan Ferreira Barreto destacou que o órgão seguirá monitorando a área. “Continuaremos verificando todo o local via satélite para verificar se haverá continuidade da atividade irregular. Vamos quantificar a área desmatada e, com base nos hectares atingidos, será definida a multa, além da exigência de reparação do dano”, concluiu.

Fotos: Verônica Moura

Adema vistoria 41 alvos em nove municípios durante a Operação Caatinga Resiste

Força-tarefa coordenada pelo Ministério Público reúne forças policiais e órgãos ambientais em fiscalizações de combate ao desmatamento ilegal

Ao longo desta semana, a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) participou da Operação Caatinga Resiste. Atuando em conjunto com a Companhia Independente de Polícia Ambiental (CIPAm), o Batalhão de Polícia de Caatinga (BPCaatinga) e o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual (Gaeco/MPSE) desde o último dia 9, a Adema esteve em nove municípios, fiscalizando 41 alvos localizados em propriedades com áreas desmatadas de forma irregular, sem autorização de supressão de vegetação. 

A ação é nacional e integrada, coordenada pelos Ministérios Públicos, órgãos ambientais fiscalizadores e forças policiais dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Minas Gerais. A atuação conjunta fortalece o trabalho de monitoramento e amplia a capacidade de resposta dos órgãos envolvidos, tendo como objetivo intensificar a fiscalização ambiental voltada ao enfrentamento do desmatamento ilegal no bioma Caatinga. 

Para o presidente Carlos Anderson Pedreira, a participação da Adema na operação reforça o compromisso do órgão com a proteção ambiental. “A Operação Caatinga Resiste é uma ação importante que promove uma atuação integrada entre diversas instituições e órgãos que atuam na defesa do meio ambiente. A presença da Adema contribui com o conhecimento técnico nas fiscalizações, garantindo que as atividades sejam avaliadas conforme a legislação e que as medidas necessárias sejam adotadas quando identificadas irregularidades”, destacou. 

As propriedades fiscalizadas pela Adema estão localizadas nos municípios de Tobias Barreto, Simão Dias, Pinhão, Riachão do Dantas, Itabaianinha, Lagarto, Porto da Folha, Gararu e Canidé de São Francisco. De acordo com o gerente de Fiscalização da Adema, Aloizio Franca, todos os alvos destacados para a Adema foram vistoriados. “Ainda não temos a dimensão exata da quantidade da área que foi desmatada, mas há indícios de que todos os alvos eram verdadeiros, então houve desmatamento em todos eles. Também foi feita a apreensão de 18 aves silvestres com o apoio da CIPAm e um flagrante de extração ilegal de areia. Os proprietários foram identificados e a polícia fez um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e todo o procedimento policial”, disse.

Etapas

A bióloga da Adema, Aline Borba, integrou uma das equipes de fiscalização que participaram da operação, e informou as próximas etapas após a atividade de campo. “A gente fez um levantamento das áreas que foram desmatadas e após esse processo verificaremos o tamanho das áreas, emitir autos de infração para os casos em que ela for constatada, além de autos de notificação para a recuperação dessas áreas”, afirma. 

Carla Zoaid, analista ambiental do MPSE, disse que os alvos são pré-selecionados antes da operação começar, com base em análises de território e prioridade. “A gente faz a análise desses dados e envia para os demais MPs envolvidos, que articulam com os órgãos de fiscalização ambiental de cada estado e forças policiais para que a operação aconteça.  Fazemos uma pré-análise nesses alertas, onde estão, se são prioritários para a fiscalização, além de uma série de outros critérios técnicos”, conclui. 

A Operação Caatinga Resiste segue com ações programadas até o próximo dia 19 de março. Até lá, a Adema atuará na construção de relatórios que serão entregues ao Ministério Público do Estado, com a identificação das áreas e de tudo que foi visto, buscando coibir práticas ilegais e promover maior conscientização sobre a importância da preservação do bioma e do uso sustentável dos recursos naturais.

|Fotos: Mariana Carvalho e Verônica Moura

Fiscalização da Adema flagra extração ilegal de minérios em Itabaiana

Flagrante aconteceu entre os municípios de Itabaiana e Moita Bonita e identificou um dos infratores

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) flagrou nessa sexta-feira, 6, uma atividade de extração ilegal de minérios no povoado Malhada Velha, no município de Itabaiana. A ação contou com o apoio da Companhia Independente de Polícia Ambiental (CIPAm) e ocorreu após o recebimento de novas denúncias sobre o ilícito na região.

Durante a fiscalização, duas pessoas foram encontradas no local junto a uma retroescavadeira utilizada na atividade ilegal. Com a chegada das autoridades, um dos indivíduos fugiu, enquanto o outro foi abordado para prestar esclarecimentos. A polícia também se deslocou até a residência do proprietário do terreno onde a extração estava ocorrendo, mas ele não foi localizado.

A equipe da Adema utilizou ainda um drone para sobrevoar a área e identificar outras possíveis frentes de extração ilegal nas redondezas, ampliando o alcance da fiscalização na região entre os municípios de Itabaiana e Moita Bonita.

Todos os envolvidos identificados serão notificados e autuados conforme a legislação ambiental vigente. Conforme o artigo 55 da Lei n.º 9.605/98, é proibida a pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a devida autorização, ou licença ambiental, ou em desacordo com a autorização concedida.

O presidente da Adema, Carlos Anderson Pedreira, destacou a importância da ação fiscalizatória para a contenção de danos ambientais. “Casos como esses possuem um alto potencial degradante ao meio ambiente e devem ser monitorados de perto pelas nossas equipes. Estamos atentos e sempre a postos para o atendimento de denúncias”, concluiu.

Como denunciar

Por meio do e-mail denuncia@adema.se.gov.br, qualquer cidadão pode denunciar infrações ambientais à Adema, como casos de descarte irregular de resíduos sólidos e efluentes, tráfico ou criação ilegal de animais silvestres, desmatamento, queimadas, poluição, empreendimentos não licenciados, dentre outros. As denúncias também podem ser feitas presencialmente na sede da Adema, de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h, ou pelo telefone (79) 3198-7152. Em breve também será aberto um novo canal de WhatsApp.

|Fotos: Verônica Moura

Adema fortalece Ouvidoria e amplia diálogo com a população sergipana

Modernização do atendimento resultou em maior transparência e participação social, garantindo mais agilidade e respostas qualificadas à população

A padronização, modernização e transparência da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) estiveram entre os principais pilares da gestão em 2025, com avanços em todas as áreas de atendimento ao cidadão. Um dos principais marcos desse processo foi o fortalecimento da Ouvidoria, que teve sua equipe duplicada e passou por capacitações voltadas à melhoria da agilidade, da organização das demandas e da qualidade das respostas oferecidas à população. Com o incremento, no último trimestre de 2025 a Adema ampliou em 15% os atendimentos diretos ao cidadão em relação ao trimestre anterior.

Entre fevereiro e dezembro de 2025, a Ouvidoria da Adema registrou números expressivos. Por meio do Sistema de Ouvidorias do Estado de Sergipe (SE-Ouv), foram finalizadas 661 manifestações relacionadas à Lei de Acesso à Informação. No mesmo período, outras 186 demandas foram atendidas diretamente, com diferentes tipos de solicitações.

Do total de demandas recebidas diretamente pela Ouvidoria, 106 foram denúncias. Todas elas foram encaminhadas para apuração pela gestão ou pelo setor responsável, a exemplo da Gerência de Fiscalização, que realiza o envio de fiscais a campo para averiguar a procedência das informações denunciadas e, quando necessário, expede autos de notificação e infração. As demais manifestações incluem pedidos de informação, elogios, reclamações, sugestões ou solicitações diversas direcionadas à Adema.

De acordo com o presidente Carlos Anderson Pedreira, a medida foi adotada para facilitar o acesso da população à Adema. “Tudo que temos feito desde que recebemos a missão de conduzir a Adema busca ampliar a eficiência e a transparência do órgão, a modernização dos serviços e a construção de uma governança institucional que nos permita superar desafios históricos. Fortalecer a ouvidoria é ampliar as formas de participação da sociedade e aprimorar nossos mecanismos de autorregulação”, pontuou.

A coordenadora da Ouvidoria da Adema, Katarina Camilo, destaca a importância da participação da população tanto na defesa do meio ambiente quanto no fortalecimento do trabalho institucional do órgão. “A Ouvidoria é o canal direto de diálogo entre os cidadãos e a Adema. Todo o nosso trabalho é voltado para o interesse público, para garantir transparência, escuta ativa e a defesa do meio ambiente, em benefício da população sergipana”, afirma Katarina. Segundo ela, o processo de capacitação da equipe continuará ao longo de 2026, para assegurar um atendimento cada vez mais qualificado ao cidadão.

SE-Ouv
O papel do SE-Ouv é fundamental na ampliação do acesso e do diálogo com a sociedade. É uma ferramenta de fácil acesso, que pode ser utilizada a qualquer horário, de qualquer dispositivo, permitindo que o cidadão registre sua manifestação de forma prática, inclusive com o envio de fotos, vídeos e documentos. O cidadão que quiser acessar qualquer dado pela LAI ou se manifestar enviando elogios, reclamações, sugestões e denúncias pode entrar em contato com a Adema pelo telefone (79) 3198-7195, ou acessar o SE-Ouv pelo endereço eletrônico https://ouvidoria.se.gov.br/, após um breve cadastro.

|Fotos: Lucas Campos

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Última atualização: 6 de fevereiro de 2026 13:09.

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